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01/04/2017

Resenha - A Caminho do Azul Sereno


Nome: A Caminho do Azul Sereno
No Original: Into the Still Blue
Autor (a): Veronica Rossi
Tradutor (a): Alice Klesck
Páginas: 352
Editora: Rocco
Comprar: Amazon - Submarino - Saraiva - Cultura
Sinopse: No derradeiro capítulo da trilogia Never Sky, sucesso da brasileira radicada nos EUA Veronica Rossi, Aria e Perry estão determinados a encontrar o Azul Sereno, o último refúgio contra as tempestades de éter, cada vez mais constantes no mundo em que vivem. Mais do que o amor proibido que os mantém ligados, eles precisam unir Forasteiros e Ocupantes se quiserem sobreviver, e salvar a vida daqueles que amam. Sem escolha e determinados a permanecerem juntos, contra todas as probabilidades, os dois protagonistas partem para a mais perigosa de suas aventuras, que não só colocará à prova seu amor, coragem e capacidade de liderança, como também exigirá grandes sacrifícios. Será que eles estão preparados para a jornada A caminho do Azul Sereno?

Não acredito que estou resenhando o terceiro livro. Li o primeiro quando a Prumo lançou em 2013, depois quando a Rocco lançou em 2015 e ainda não acredito que a trilogia está concluída. É um misto de felicidade e tristeza, primeiro porque a trilogia não ficou inacabada no limbo dos livros lançados aqui no Brasil e abandonados por diversos motivos pelas editoras, segundo porque eu queria muito mais do universo de Never Sky. É uma das trilogias que mais gostei de ler nos últimos anos e tem muita coisa que pode virar livro. Os personagens são ótimos e ainda não estou pronta. Mas vamos a resenha e se você ainda não conhece, sugiro que pare de ler a resenha e vá ler o primeiro livro! Não porque tem spoiler, mas porque está perdendo tempo sem conhecer. 

Em poucos meses a vida de Ária e Perry virou de cabeça para baixos. Ela viveu a vida inteira em cidades-núcleo, isolada do mundo. Perry vivia no mundo exterior com sua tribo, enfrentando as tempestades de éter que queimava e destruía tudo pela frente. Quando Ária foi colocada para fora da cidade-núcleo de Quimera ela não imaginou sobreviver, muito menos a vida que ia estar vivendo poucos meses depois. Lutando pelo Azul Sereno ela e Perry perderam muito, e depois de traições e escolhas difíceis os dois terão de fazer a escolha final. Liderando não só sua tribo, mas o que restou de diversas outras tribos e habitantes da cidade-núcleo de Quimera Perry contará com a ajuda de Ária, Soren e Roar para resgatar Cinder e liderar o povo para o Azul Sereno. Cinder é a chave para a sobrevivência, porém Perry sabe que essa é uma decisão que cabe apenas ao menino. O éter piora a cada dia, sobreviver sob o céu do planeta terra se tornará impossível em pouco tempo e se o povo não conseguir atravessar o paredão de éter que cerca o bolsão do Azul Sereno todo o esforço, todas as perdas e todas as escolhas terão sido em vão.

Essa é a premissa do livro final de Never Sky. Trabalhando mais uma vez com pontos de vistas alternados entre Ária e Perry a autora desdobra a batalha final por sobrevivência e ela envolve mais escolhas difíceis e pessoas terríveis do que uma batalha em si. Até que ponto podemos chegar quando se trata de sobreviver? Com uma trama ágil que não perde tempo Rossi conduz seus personagens ao azul sereno. A ambientação continua sendo ponto forte do livro ao lado dos personagens, que surpreendem a cada capítulo e mostram o quanto cresceram.

Perry e Ária lidam com uma decisão insuportável e a autora consegue transparecer isso para o leitor e apesar de querer mais e mais desse mundo acredito que a trama concluiu bem. Rossi tinha material em todos os três livros que renderia o dobro de páginas em cada um deles, mas a autora optou pelo menos é mais e fez um belo final. Alternando entre o pior e o melhor da humanidade ela encerra a história com dois protagonistas fortes, que funcionam bem juntos e não se perderam. Ária e Perry continuam a ser aqueles que conhecemos em Sob O Céu do Nunca, crescidos, mas não alterados como acontece em muitas trilogias. 

Leitura rápida, de uma vez só afinal queremos saber o desfecho, os capítulos são instigantes demais para largar antes do fim. A edição da Rocco está ótima, adorei a mudança no visual da trilogia e os livros ficaram perfeitos juntos. Recomendo muito a trilogia. Se você gosta de ficção científica, ou distopia e mesmo fantasia. É um mundo rico, intrigante e que merece ser explorado. Torcendo para Veronica Rossi retornar a Never Sky, nem que seja no passado, quando o planeta mudou e o éter surgiu. Se você gosta de elementos criativos e bons personagens essa é sua trilogia. Leiam! Até mais!

Never Sky - Veronica Rossi
1- Sob O Céu do Nunca
2- Pela Noite Eterna
3- A Caminho do Azul Sereno

Acompanhe a editora Rocco:

30/03/2017

Resenha - Pela Noite Eterna


Nome: Pela Noite Eterna
No Original: Through The Ever Night
Autor (a): Veronica Rossi
Tradutor (a): Alice Klesck
Páginas: 304
Editora: Rocco
Comprar: Amazon - Submarino - Saraiva - Cultura
Sinopse: Ária tem lutado para construir uma vida para si mesma. Não foi fácil se adaptar à vida no deserto, mas a luta valeu a pena, pois Perry estava ao seu lado. Só que Perry tem outros desafios. Seu povo conta com ele para obter respostas sobre o que aconteceu com seu sobrinho e o que está acontecendo ao seu mundo. E ninguém confia na presença de Ária, uma inimiga entre eles. Logo Perry será forçado a escolher entre a liderança de sua tribo e a garota que ama. Com a tempestade de éter piorando a cada dia, a única esperança de paz e segurança que resta é chegar a Azul Sereno. Pela noite eterna é o segundo volume da trilogia, iniciada por Sob o céu do nunca. Vendido para cerca de 30 idiomas. Bestseller do New York Times. Direitos para a adaptação cinematográfica foram comprados pela Warner.

Li Sob o Céu do Nunca alguns bons anos e li de novo quando saiu em edição nova pela Rocco e desde a primeira leitura a história se tornou uma das minhas favoritas. Veronica Rossi consegue uma história única ao aliar elementos da ficção-científica, da distopia e da fantasia. O mundo da trilogia Never Sky é a nossa boa e velha Terra, mas tirando isso todo o resto é diferente. Com ótimos protagonistas e uma história sólida Rossi dá sequência ao seu conto de sobrevivência, família e descobrimento. Conheçam Pela Noite Eterna.

Em poucos meses a vida de Ária e Perry virou de cabeça para baixos. Ela viveu a vida inteira em cidades-núcleo, isolada do mundo, aproveitando uma vida nos reinos informatizados, jogando e vivendo protegida do mundo. Perry vivia no mundo exterior com sua tribo, enfrentando as tempestades de éter que queimava e destruía tudo pela frente. Quando Ária foi colocada para fora da cidade-núcleo de Quimera ela não imaginou sobreviver, muito menos a vida que ia estar vivendo poucos meses depois. Perry agora é o soberano de sua tribo, Ária descobriu que seu pai era um selvagem, e mais que os selvagens não são selvagens como as histórias que ouvia. Como Audi, alguém com capacidade de ouvir extraordinária ela espera para ser marcada e assim um pouco aceita na tribo dos Marés. Porém não está fácil, ela ouve tudo o que dizem, cada comentário maldoso cochichado e Ária sabe que eles sabem que como audi ouve tudo. Isso porque Perry e ela não contaram que eles estão juntos, apenas que ela está ali para ajudá-los a encontrar o Azul Sereno. Um bolsão formado na camada eletromagnética da terra, a última esperança de sobrevivência. O éter piora a cada dia, as tempestades estão descontroladas e o pouco que conseguiam prever pelas estações já não funciona. Com diversas tribos buscando sobrevivência, as cidades-núcleo parando de funcionar, a busca pelo Azul Sereno e sobrevivência tornará tudo mais difícil. Perry e Ária tentarão fazer o que certo, mas será que conseguirão diante de tantos obstáculos e traições?

Essa é a premissa de Pela Noite Eterna e Veronica Rossi continua tão afiada quanto em seu antecessor. O livro não sofre da síndrome do segundo livro e prende o leitor desde o começo. Os capítulos alternados entre Ária e Perry são perfeitos, cobrindo toda a história e nos mantendo inquietos a espera do final. A narrativa é ágil, as descrições vívidas e nos sentimos diante desse mundo traiçoeiro. Os novos personagens secundários adicionam ainda mais a tensão do livro. Você pode sentir o veneno e a maldade escorrendo de seus diálogos.

Os protagonistas continuam ótimos. Sou suspeita para falar, talvez, porque eu gosto muito de Perry e Ária, assim como de Roar, mas os personagens criados pela autoria carregam bem a história, são interessantes, fortes e realistas. O mundo é interessantíssimo, e toda a estrutura de tribos, cidades-núcleo, olfativos, audis, videntes, e principalmente o éter renderia livros e mais livros. A trama deste segundo livro é sobrevivência e pessoas. Como as pessoas são cruéis e traiçoeiras quando falamos em salvar a própria pele. O ser humano consegue manter o caráter quando envolve sobrevivência? Rossi podia ter desenvolvido mais seu mundo porque ele é riquíssimo, mas em termos de história fechou muito bem preparando o terreno para uma conclusão daquelas.

A leitura é rápida até demais, e repito mais uma vez: eu quero mais livros nesse universo e com esses personagens! A edição da Rocco está perfeita, desde a adaptação da capa até a tradução. Espero ansiosa para uma adaptação da trilogia e torço para que faça justiça a história, aos personagens e o mundo porque é muito bom. Recomendo a todos que procuram uma trilogia que consegue ser inovadora, que arrisca e surpreende. Leiam! Até mais!

Never Sky - Veronica Rossi
1- Sob O Céu do Nunca
2- Pela Noite Eterna
3- A Caminho do Azul Sereno

Acompanhe a editora Rocco:

06/11/2015

Resenha - Sob O Céu do Nunca


Nome: Sob O Céu do Nunca
No Original: Under The Never Sky
Autor (a): Veronica Rossi
Tradutor (a): Alice Klesck
Páginas: 336
Editora: Rocco
Comprar: Submarino - Travessa - Saraiva - Cultura
Sinopse: Primeiro livro de uma eletrizante trilogia ambientada em um futuro imaginado, mas assustadoramente possível, Sob o Céu do Nunca chega ao Brasil rodeado de grande expectativa por parte dos fãs de distopias. Em um cenário pós-apocalíptico, a população do planeta se dividiu entre aqueles que conseguiram esconder-se em cidades encapsuladas, conhecidas como núcleos, e as que sobreviveram nas áreas externas, mas tornaram-se primitivas. Através de um dispositivo eletrônico, os habitantes dos núcleos podem frequentar diferentes Reinos, cópias virtuais e multidimensionais do mundo que elas deixaram para trás. Neles se pode fazer qualquer coisa, ser qualquer pessoa, sem consequências no mundo real. Mundos sem dor, sem medo. As palavras dor e medo, porém, fazem parte do vocabulário cotidiano dos que vivem além das paredes dos núcleos. A escritora Veronica Rossi se utiliza da oposição dessas duas sociedades para pensar o poder da tecnologia, seus benefícios, malefícios e alienação que pode provocar nas pessoas.

Desde que conheci o livro no Goodreads fiquei curiosa para ler. Primeiro porque era um dos poucos distópicos com avaliação tão alta no site conhecido por suas resenhas ácidas. Por isso fiquei exultante quando soube que a Prumo lançaria o livro de 2013, passado o lançamento o difícil foi a espera pela livro dois e quando saiu a notícia de uma nova edição desta vez pela Rocco e desta vez para ir até o fim fiquei muito feliz. A Rocco nos presenteia com uma bela edição para começar com o pé direito. Veronica Rossi nos apresenta uma distopia única, com um enredo sedutor e um desenvolvimento perfeito de ambiente, personagens e relacionamentos humanos. Conheçam.

A sinopse introduz bem o conceito dos núcleos e dos reinos, que são a única distração que restou para aqueles que vivem neles. Ária está preocupada com a mãe, não tem notícias dela faz mais de uma semana e os boatos sobre uma tempestade no núcleo que ela estava como a se espalhar. Para descobrir algo ela combina de sair a noite com sua amiga e o filho de um dos guardiões. O pai dele é chefe da segurança e ele deve ter alguma informação sobre Nirvana. Só que ao se desconectar do olho mágico que usam para acessar os Reinos as coisas saem do controle. Ária assiste pasma seus colegas perdem o controle e é salva por um Selvagem que estava na ala destruída do núcleo. Para ocultar o acontecido o guardião joga Ária no desolado mundo exterior. Ela está desolada e mal sabe como sobreviver quando no meio de uma tempestade de Éter é salva pelo mesmo selvagem que a salvou no núcleo. Perry está em uma jornada própria. Acredita que suas ações no dia anterior levaram os habitantes do núcleo a sequestrar seu sobrinho. Expulso de sua própria tribo planejava trocar de lugar com Talon, mas ao encontrar Ária e descobrir que o olho mágico tem algo que interessa ao Guardião os dois se aliam e partem em busca de alguém para consertar o dispositivo. Ela precisa chegar a Nirvana, ele encontrar o sobrinho.

É a partir dessa união improvável que surge uma das jornadas mais interessantes e bem construídas que li nos últimos tempos. Veronica Rossi nos apresenta personagens tão reais e um relacionamento tão humano e palpável que fica impossível não se envolver com a história de Ária e Perry. A narrativa é dividida entre os dois protagonistas e um dos pontos que merece destaque é a diferença entre as vozes narrativas. São poucos os autores que conseguem dividir a narração sem esbarrar no problema de vozes similares demais.

A linha de evolução de ambos é outro mérito de Rossi que nos presenteia com o amadurecimento de Ária e a desconstrução emocional de Perry. Dos diálogos a impressões visuais, tudo tem um ar sedutor e a dinâmica que se forma entre Ária e Perry é única, repleta de estranheza e beleza. A maioria das vezes a principal curiosidade nas distopias é o mundo e como ele chegou a aquele ponto, mas aqui a interação de Ária e Perry absorve o leitor de tal forma que todo o resto é secundário. O choque de costumes e vidas tão diferentes é belamente explorado, e as análises que os dois fazem uns dos outros é extremamente crível, repleta de comentários diretos, nu e crus das sensações. Assim como a ligação e a admiração que eles constroem um pelo outro ao longo da história.

Aliado a esse fator temos pequenas partes da trama central da trilogia, as mudanças genéticas, a tecnologia que tirou dos habitantes do núcleo o senso da realidade e as mudanças genéticas naturais que ocorreram em algumas pessoas que vivem no exterior. Adorei o conceito dos sentidos super apurados. Olfativos, audis, videntes, etc e fiquei curiosíssima para saber mais sobre o que aconteceu para a atmosfera ser transformada de tal maneira. As tempestades de Éter é uma coisa fantástica, a ideia da autora de usar o elemento descrito pelos gregos, considerado o quinto elemento por alguns físicos e alquimistas foi brilhante. A comparação que Ária faz do céu revolto em éter com a famosa tela de Van Gogh, "A Noite Estrelada" foi pontual e perfeita. Espero ver uma explicação mais clara do que aconteceu para o céu se transformar...

Leitura agradável, com ritmo envolvente e que prende o leitor pela bela narrativa e pelas sensações vívidas que a história e a relação dos personagens transmitem. A edição da Rocco está ótima, com belas marcações e uma adaptação perfeita da capa original! Adoraria ver a história adaptada para os cinemas, seria interessante ver essa jornada e um ambiente tão rico ganhar vida. Recomendado a todos que procuram uma distopia feita tanto pela riqueza dos personagens como do ambiente. Com um romance mais próximo do real e um universo criativo. Leiam e se surpreendam! Até mais!

Never Sky - Veronica Rossi
1- Sob O Céu do Nunca
2-Through The Ever Night
3- Into The Still Blue

Acompanhe a editora Rocco: