Nome: O Misterioso Caso de Styles
No Original: The Mysterious Affair at Styles
Autor (a): Agatha Christie
Páginas: 238
Editora: BestBolso
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: No meio da madrugada, a rica proprietária da mansão Styles é encontrada morta em sua cama, aparentemente vítima de um ataque cardíaco. As portas do quarto estavam trancadas por dentro e tudo indicava morte natural. Mas o médico da família levanta uma suspeita: assassinato por envenenamento. Todos os hóspedes da velha mansão tinham motivos para matar a Sra. Inglethorp e nenhum deles possuía um álibi convincente. Para solucionar o crime entra em ação o detetive Hercule Poirot, irresistível personagem criado por Agatha Christie, que faz a sua estreia neste caso intrigante. Um marco da literatura policial e um dos maiores romances do gênero.
Desde o começo do ano estou nessa promessa de ler mais Agatha Christie. Faz um bom tempo já que assisti a um episódio de Doctor Who em homenagem à autora e desde então anseio por conhecer mais os clássicos de mistério que fez a cabeça de várias gerações. Essa semana essa vontade ressurgiu quando minha mãe me presenteou com quatro títulos dela em versão de bolso. Para melhorar a situação três deles são da série do detetive Poirot e estavam na ordem. Ou seja, corri para ler.
O primeiro caso do belga Hercule Poirot é narrado por Hastings, um amigo, ex-soldado que está de volta a Inglaterra sem ter para onde ir. Convidado por um amigo ele vai passar uma temporada na mansão Styles. Lá encontra pessoas diversas em aparente harmonia. A concordância de que o novo marido da Sra. Inglethorp é um patife deixa um clima constante de desconforto na mansão. Sendo que a própria toca a casa e seus eventos beneficentes com a mesma rigidez, sem aceitar qualquer palavra sobre seu casamento. O clima muda quando depois de uma briga tensa entre Srta. Howard e Sra. Inglethorp a secretária e amiga de longa data vai embora da mansão. Uma noite após um jantar beneficente a casa toda é acordada pelo barulho que vem do quarto da matriarca. Com as portas trancadas eles não podem fazer nada e quando conseguem adentrar ela já está morta. Os indícios apontam para um ataque cardíaco, mas os dois médicos chamados tem uma opinião diferente: a cena no quarto e o corpo também apontam para envenenamento. John e Lawrence Cavendish, enteados de Sra. Inglethorp e criados como filhos concordam que é preciso chamar alguém para investigar da forma mais discreta possível antes de a autópsia sair e a polícia ser envolvida.
Poirot que está na vila com um grupo de belgas é chamado por Hastings para investigar o caso e os dois passam os dias à procura de pistas na mansão. Entrevistam os empregados e os residentes. A partir daí a narrativa vai se construindo. Pequenas pistas da cena e outros indícios levam Poirot e Hastings a um infindável emaranhado de perguntas e mentiras. O inconfundível estilo de Agatha Christie deixa tudo melhor. O jogo com as pistas que ela deixa durante a história é perfeito e Poirot está em uma ótima atuação. O personagem vê coisas impossíveis e muitas vezes fiquei pasma com as conclusões que ele consegue tirar. Seja observando uma pessoa seja analisando um quadro. O final foi de certa maneira surpreendente. Eu imaginei exatamente aquilo no começo, mas durante o livro a autora faz um trabalho tão bom em convencer o leitor de vários contrários que o suspense dura até o capítulo final. Aliás, um dos grandes méritos da autora é contar sua história de forma completa. Enquanto Poirot e Hastings investigam ela consegue construir os personagens, caracteriza-los de forma a acrescentar mais a trama. Deixando tudo mais crível, complicado e denso.
Leitura rápida e impossível de largar antes da solução final. Um início perfeito para um dos melhores investigadores, detetives da literatura. É lendo Agatha Christie que percebemos o quanto ela está acima de muitos autores policiais que consideramos excelentes. A edição da BestBolso é muito boa, a fonte é pequena, mas agradável e o livro é bem macio, fácil de segurar, carregar. Provavelmente a história já foi adaptada, ou para o cinema ou para alguma série, teatro. Fiquei curiosa para ver todo aquele climão inglês, mansão cheia de segredos e tal. Leitura recomendadíssima para qualquer um que se considera fã do gênero e mais recomendada ainda para quem ainda não ler Agatha Christie. Afinal esse é o primeiro caso de Poirot, indispensável para qualquer um que quer começar de modo certo. Leiam! Até mais!
O primeiro caso do belga Hercule Poirot é narrado por Hastings, um amigo, ex-soldado que está de volta a Inglaterra sem ter para onde ir. Convidado por um amigo ele vai passar uma temporada na mansão Styles. Lá encontra pessoas diversas em aparente harmonia. A concordância de que o novo marido da Sra. Inglethorp é um patife deixa um clima constante de desconforto na mansão. Sendo que a própria toca a casa e seus eventos beneficentes com a mesma rigidez, sem aceitar qualquer palavra sobre seu casamento. O clima muda quando depois de uma briga tensa entre Srta. Howard e Sra. Inglethorp a secretária e amiga de longa data vai embora da mansão. Uma noite após um jantar beneficente a casa toda é acordada pelo barulho que vem do quarto da matriarca. Com as portas trancadas eles não podem fazer nada e quando conseguem adentrar ela já está morta. Os indícios apontam para um ataque cardíaco, mas os dois médicos chamados tem uma opinião diferente: a cena no quarto e o corpo também apontam para envenenamento. John e Lawrence Cavendish, enteados de Sra. Inglethorp e criados como filhos concordam que é preciso chamar alguém para investigar da forma mais discreta possível antes de a autópsia sair e a polícia ser envolvida.
Poirot que está na vila com um grupo de belgas é chamado por Hastings para investigar o caso e os dois passam os dias à procura de pistas na mansão. Entrevistam os empregados e os residentes. A partir daí a narrativa vai se construindo. Pequenas pistas da cena e outros indícios levam Poirot e Hastings a um infindável emaranhado de perguntas e mentiras. O inconfundível estilo de Agatha Christie deixa tudo melhor. O jogo com as pistas que ela deixa durante a história é perfeito e Poirot está em uma ótima atuação. O personagem vê coisas impossíveis e muitas vezes fiquei pasma com as conclusões que ele consegue tirar. Seja observando uma pessoa seja analisando um quadro. O final foi de certa maneira surpreendente. Eu imaginei exatamente aquilo no começo, mas durante o livro a autora faz um trabalho tão bom em convencer o leitor de vários contrários que o suspense dura até o capítulo final. Aliás, um dos grandes méritos da autora é contar sua história de forma completa. Enquanto Poirot e Hastings investigam ela consegue construir os personagens, caracteriza-los de forma a acrescentar mais a trama. Deixando tudo mais crível, complicado e denso.
Leitura rápida e impossível de largar antes da solução final. Um início perfeito para um dos melhores investigadores, detetives da literatura. É lendo Agatha Christie que percebemos o quanto ela está acima de muitos autores policiais que consideramos excelentes. A edição da BestBolso é muito boa, a fonte é pequena, mas agradável e o livro é bem macio, fácil de segurar, carregar. Provavelmente a história já foi adaptada, ou para o cinema ou para alguma série, teatro. Fiquei curiosa para ver todo aquele climão inglês, mansão cheia de segredos e tal. Leitura recomendadíssima para qualquer um que se considera fã do gênero e mais recomendada ainda para quem ainda não ler Agatha Christie. Afinal esse é o primeiro caso de Poirot, indispensável para qualquer um que quer começar de modo certo. Leiam! Até mais!






























































































