Nome: Aurora
No Original: Aurora
Autor (a): Julie Bertagna
Tradutor (a): Santiago Nazarian
Páginas: 312
Editora: Farol
Comprar: Travessa - Cultura
Sinopse: Já se passaram 16 anos na trama. Mara, a jovem heroína criada pela autora, já não é mais uma menina. Agora ela é mãe de Lily – uma adolescente tão espirituosa quanto a protagonista foi no passado. De olhar curioso e de natureza atrevida, ela se torna peça importante neste terceiro livro. Os pais de Lily revelaram toda a trajetória de nagevações e batalhas por uma terra segura no mundo, como se fosse uma antiga lenda contada ao pé da fogueira. Ao descobrir que aquela jornada petrificante foi vivida, de fato, por sua mãe e tantos outros moradores de Candlewood, Lily se emociona e se vê ainda mais impulsionada em saber a verdade sobre vidas que existem para além do lugar onde vive. Ela quer fazer algo grande e corajoso, algo que vai sobreviver aos anos. Mas nada é tão simples. Não nesta conclusão da saga. Em sua própria aventura, Lily vai se deparar com revelações inimagináveis, viverá situações inesperadas com pessoas e outros seres não exatamente humanos, que antes não passavam de criaturas da imaginação. Antigos e novos personagens dão fôlego revigorado à trilogia que ainda conta com a figura de Raposo, que não desistiu de sua revolução em busca da igualdade e da justiça para o povo viver em condições mais humanas.
Quando soube que a Farol lançaria esse livro no mês de maio fiquei muito feliz, mas também receosa. A trilogia como já disse aqui outras vezes foi a primeira do gênero distópico que me interessou e levou-me em busca de outras obras desse gênero fascinante, por isso concluir sua leitura não foi algo fácil. Além disso a trilogia de Bertagna nos apresentou um futuro devastador e possível, que mexe com os sentimentos de quem lê, não só pelo mundo descrito, mas pelo conjunto da obra. Um desfecho belo e que deixa a promessa no ar de um amanhã melhor.
Dezesseis anos já se passaram e o recanto atrás das montanhas se tornou o lar de Mara e todos os refugiados que sobreviveram ao naufrágio e a fuga por dentre as montanhas. O lago continua lá e a terra ainda solta gritos lancinantes. Acostumados a rotina os habitantes de Candlewood não precisam de mais e não se preocupam com o restante do mundo. Lily vive com a mãe, os dois irmãos e o pai, Rowan. Seu melhor amigo é Wing, agora um rapaz que vive nas montanhas e nas florestas com o resto dos pivetes que criaram hábitos lupinos. Ninguém mais menciona o globo que Tuck roubou e as pessoas que perderam, mas Lily acaba ouvindo da pessoa errada que não é filha de Rowan. Magoada com a mentira de Mara ela está decidida atravessar as montanhas e depois o mar em busca de Raposo, o seu verdadeiro pai. Com ajuda de Wing e de maneira desastrada Lily chega a Ilira. Onde conhece Clay e Broom. A amiga da mãe que todos consideravam morta e o filho dela. Lily se vê deslumbrada pelas pontes e pelas construções, mais ainda quando descobre que Tuck sobreviveu e está com o globo. Agora sendo considerado quase um deus por deter o "poder e os segredos" do globo. Lily sabe que ele é um mentiroso e vai fazer de tudo para recuperá-lo. Mas Broom e Clay são considerados escravos. Numa cidade que mascara pessoas cruéis e sem escrúpulos no poder as coisas podem não terminar bem. Há quase meio oceano de distância Raposo e Pandora estão com a revolução prestes a começar, eles vão derrubar o império das cidades celestes e abrir o mundo novo para todos os desabrigados e refugiados. Em cada território elevado restante e em cada cidade celeste uma luta está prestes a começar.
Essa é a premissa básica de Aurora e com uma narrativa que segue tão bela e angustiante como antes Bertagna nos surpreende com uma conclusão forte, realista e que deixa esperanças de um futuro melhor. Rompendo com um ciclo de tirania e crueldade no poder. Tanto os habitantes do império quanto os de Ilira se veem em meio a mudanças. O que mais surpreende é o tom dessa virada e a visão dezesseis anos depois do mundo, que melhorou muito pouco apenas para um pequeno grupo. A pequena comunidade de Mara passou esse tempo isolada fora do mundo em uma paz estranha enquanto atrás das montanhas uma cidade crescia baseada na escravidão. Com belas e significativas descrições a autora nos transporta para esse assustador futuro, onde cada detalhe até mesmos os abstratos é importante.
Adorei a forma como ela construiu a parte de Raposo e Pandora, onde muitas vezes poucas palavras descreveram tudo, do ambiente aos sentimentos. E fiquei impressionada com o retorno de alguns personagens em sua versão adulta. Tuck utilizando-se do conhecimento retirado de um velho livro que roubou de Mara construiu uma vida baseada em mentiras ao redor do globo também roubado de Mara. O crescimento de Ilira também foi desconcertante, com o retorno de indústrias, trens e usinas tudo baseado nas mentiras de Tuck e na ganância do líder daquela parte de terras. Candle filha do chefe de Ilira é uma personagem muito ambígua e me vi mais interessado no encontro de Lily com Clay e Broom do que na história da garota. O final foi muito bom e encerra de forma satisfatória a busca por um novo mundo, um lugar habitável que permitirá aos seres humanos seguirem em frente, resgatar o necessário do passado e evoluir.
Leitura rápida, instigante e belamente descrita. Bertagna conclui uma distopia única e fascinante. Um fim cheio de possibilidades e que deixam no ar além da esperança perguntas que vou ficar imaginando. Lily é bastante semelhante a Mara como protagonista, mas o ímpeto jovem dela é mais forte, mostrando uma sutil diferença entre as gerações que nasceram entre o mundo antigo e o novo. A edição da Farol está ótima, fonte agradável, diagramação bonita e folhas ótimas. Ainda torço para a trilogia ser adaptada para o cinema. Recomendado a todos que querem uma distopia com belos personagens, um cenário único e com um tom próximo a realidade. Romance, ação, amizades e reviravoltas. Leiam e se encantem com a história de Mara. Até mais!
Dezesseis anos já se passaram e o recanto atrás das montanhas se tornou o lar de Mara e todos os refugiados que sobreviveram ao naufrágio e a fuga por dentre as montanhas. O lago continua lá e a terra ainda solta gritos lancinantes. Acostumados a rotina os habitantes de Candlewood não precisam de mais e não se preocupam com o restante do mundo. Lily vive com a mãe, os dois irmãos e o pai, Rowan. Seu melhor amigo é Wing, agora um rapaz que vive nas montanhas e nas florestas com o resto dos pivetes que criaram hábitos lupinos. Ninguém mais menciona o globo que Tuck roubou e as pessoas que perderam, mas Lily acaba ouvindo da pessoa errada que não é filha de Rowan. Magoada com a mentira de Mara ela está decidida atravessar as montanhas e depois o mar em busca de Raposo, o seu verdadeiro pai. Com ajuda de Wing e de maneira desastrada Lily chega a Ilira. Onde conhece Clay e Broom. A amiga da mãe que todos consideravam morta e o filho dela. Lily se vê deslumbrada pelas pontes e pelas construções, mais ainda quando descobre que Tuck sobreviveu e está com o globo. Agora sendo considerado quase um deus por deter o "poder e os segredos" do globo. Lily sabe que ele é um mentiroso e vai fazer de tudo para recuperá-lo. Mas Broom e Clay são considerados escravos. Numa cidade que mascara pessoas cruéis e sem escrúpulos no poder as coisas podem não terminar bem. Há quase meio oceano de distância Raposo e Pandora estão com a revolução prestes a começar, eles vão derrubar o império das cidades celestes e abrir o mundo novo para todos os desabrigados e refugiados. Em cada território elevado restante e em cada cidade celeste uma luta está prestes a começar.
Essa é a premissa básica de Aurora e com uma narrativa que segue tão bela e angustiante como antes Bertagna nos surpreende com uma conclusão forte, realista e que deixa esperanças de um futuro melhor. Rompendo com um ciclo de tirania e crueldade no poder. Tanto os habitantes do império quanto os de Ilira se veem em meio a mudanças. O que mais surpreende é o tom dessa virada e a visão dezesseis anos depois do mundo, que melhorou muito pouco apenas para um pequeno grupo. A pequena comunidade de Mara passou esse tempo isolada fora do mundo em uma paz estranha enquanto atrás das montanhas uma cidade crescia baseada na escravidão. Com belas e significativas descrições a autora nos transporta para esse assustador futuro, onde cada detalhe até mesmos os abstratos é importante.
Adorei a forma como ela construiu a parte de Raposo e Pandora, onde muitas vezes poucas palavras descreveram tudo, do ambiente aos sentimentos. E fiquei impressionada com o retorno de alguns personagens em sua versão adulta. Tuck utilizando-se do conhecimento retirado de um velho livro que roubou de Mara construiu uma vida baseada em mentiras ao redor do globo também roubado de Mara. O crescimento de Ilira também foi desconcertante, com o retorno de indústrias, trens e usinas tudo baseado nas mentiras de Tuck e na ganância do líder daquela parte de terras. Candle filha do chefe de Ilira é uma personagem muito ambígua e me vi mais interessado no encontro de Lily com Clay e Broom do que na história da garota. O final foi muito bom e encerra de forma satisfatória a busca por um novo mundo, um lugar habitável que permitirá aos seres humanos seguirem em frente, resgatar o necessário do passado e evoluir.
Leitura rápida, instigante e belamente descrita. Bertagna conclui uma distopia única e fascinante. Um fim cheio de possibilidades e que deixam no ar além da esperança perguntas que vou ficar imaginando. Lily é bastante semelhante a Mara como protagonista, mas o ímpeto jovem dela é mais forte, mostrando uma sutil diferença entre as gerações que nasceram entre o mundo antigo e o novo. A edição da Farol está ótima, fonte agradável, diagramação bonita e folhas ótimas. Ainda torço para a trilogia ser adaptada para o cinema. Recomendado a todos que querem uma distopia com belos personagens, um cenário único e com um tom próximo a realidade. Romance, ação, amizades e reviravoltas. Leiam e se encantem com a história de Mara. Até mais!
Trilogia Exodus - Julie Bertagna
1- Exodus
2- Zenith
3- Aurora














