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23/05/2014

Resenha - Primeiro Amor


Nome: Primeiro Amor
No Original: First Love
Autor (a): James Patterson, Emily Raymond
Tradutor (a): Elaine Cristina Albino Oliveira
Páginas: 240
Editora: Novo Conceito
Comprar: Travessa - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Axi Moore é uma garota certinha, estudiosa, bem comportada e boa filha. Mas o que ela mais quer é fugir de tudo isso e deixar para trás as lembranças tristes de um lar despedaçado. A única pessoa em quem ela pode confiar é seu melhor amigo, Robinson. Ele é também o grande amor de sua vida, só que ainda não sabe disso. Quando Axi convida Robinson para fazer uma viagem pelo país, está quebrando as regras pela primeira vez. Uma jornada que parecia prometer apenas diversão e cumplicidade aos poucos transforma a vida dos dois jovens para sempre. De aventureiros, eles se tornam fugitivos. De amigos, se tornam namorados. Cada um deles, em silêncio, sabe que sua primeira viagem pode ser também a última, e Axi precisa aceitar que de certas coisas, como do destino, não há como fugir. Comovente e baseado na própria vida do autor, este livro mostra que, por mais puro e inocente que seja, o primeiro amor pode mudar o resto de nossas vidas. 

Desde o momento que vi o livro na lista de futuros lançamentos da Novo Conceito fiquei muito curiosa. Um verdadeiro off-road? Não conseguia uma imagem clara de uma história desse tipo criada por James Patterson e foi com surpresa que descobri a história por trás do livro assim como sua coautora. Com uma premissa que é sonho de muitos leitores os autores desenvolveram uma trama mais profunda do que parece, que surpreenderá os leitores de diversas maneiras. Conheçam.

Axi sempre foi a garota bem comportada e estudiosa, mas ela está cansada da previsibilidade de ver o pai afundar cada dia mais na bebida desde que sua irmã morreu e sua mãe foi embora de casa. Quando Axi decidiu que era hora de ir embora de sua pequena cidade e de sua dolorosa vida familiar ela não imaginou que sua viagem seria mais marcante do que havia planejado. Axi planejou todos os detalhes e o ponto de partida é chamar Robinson, seu melhor amigo, para ir com ela. Axi tinha a ideia de viajar de ônibus entre todos os pontos que marcou, mas Robinson tem outros planos. Eles partem da pequena Klamath Falls em uma Harley Davidson roubada seguindo para o oeste passando por Mount Shasta rumo a primeira parada no mapa de Axi: o parque estadual de Sequoias em Humboldt na Califórnia. Axi sempre foi apaixonada pela imponência silenciosa das árvores centenárias e estar lá no parque com Robinson foi melhor do que ela imaginava. Dali eles passaram por Bolinas, São Francisco, Torrance, lar da NASCAR, um ponto do mapa de Axi pensado para Robinson que sempre foi apaixonado mecânica e carros. E um lugar onde Axi tem a certeza de que a viagem foi a coisa certa. De lá para Los Angeles a Las Vegas, lugares onde viverão experiências empolgantes e assustadoras, que revelarão um lado tanto de Axi quanto de Robinson que nenhum dos dois conhecia. Seguindo de volta para o leste do Parque Nacional das Dunas no Colorado a uma parada inesperada em La Junta, onde Axi verá que o terrível passado que compartilhou com Robinson em uma ala hospitalar está mais próximo do que ela gostaria, partindo para Detroit com o medo de a viagem ter se transformado em uma última parada de vida, Axi terá de lidar com sua dor e o medo de perder Robinson, de a Nova York e Nathan's Famous, Filadélfia, Carolina do Norte, uma jornada de amor, liberdade e dor, onde crescer não é escolha, assim como perder, ganhar e amar.

A premissa é essa. Tentei focar o máximo na viagem para não revelar pontos importantes do enredo. A narrativa no começo soou um pouco deslocada, um tanto truncada e o ritmo demorou a fluir, mas não posso afirmar que seja da escrita dos autores. Talvez seja a tradução que não aconteceu da forma prevista, mas esse pequeno problema some quando passamos do terceiro ou quarto ponto da viagem, com uma Axi mais vívida e real, que deixa os estereótipos do tipo "off-road" para trás.

A ambientação é outro ponto importante da história, ao contrário de muitos livros do tipo Patterson e Raymond se preocuparam em fazer soar real, com detalhes e impressões marcantes de cada lugar onde Axi e Robinson passaram, levando o leitor por viagem verdadeira, realista, ao lado dos protagonistas. É possível em diversos momentos vislumbrar as vistas que os dois dividiram, sejam nas sequoias, nas duas ou mesmo chegando em Detroit. A evolução da trama me surpreendeu. Não esperava uma virada dramática e sim uma simples de história de amor off-road. Essa reviravolta na trama pode deixar muitos com a sensação de que foi apenas porque está na moda, mas de certa forma o fim consegue passar mais do que isso. O final da história é um recomeço amargo e ao mesmo tempo esperançoso que passa uma bela mensagem sobre o inevitável e o seguir em frente.

Leitura rápida, agradável, que instiga tanto pela curiosidade acerca da viagem quanto pelos segredos e mistérios que os protagonistas guardam. A narrativa combinada de Patterson e Raymond funcionou muito bem, depois de alguns capítulos de ajuste o ritmo cativa o leitor nos prendendo até o fim. A edição da Novo Conceito está muito boa, capa mantida e fonte agradável. Só achei desnecessário a frase que colocaram na capa sob os modelos. Recomendado a todos que procuram um jovem adulto que fica na linha, com temas mais fortes do que aparenta, a história apresentada conquistará os sonhadores e agradará a todos os fãs do off-road. Leiam e se surpreendam! Até mais!

17/11/2013

Resenha - O Dom


Nome: O Dom
No Original: The Gift
Autor (a): James Patterson, Ned Rust
Tradutor (a): Ana Paula Corradin
Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Comprar: Travessa - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos... Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor... Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty... Ou para, finalmente, matá-la.

Quando vi a série entre os lançamentos da Novo Conceito fiquei surpresa e animada. Não gosto do estilo do autor nos livros adultos, principalmente de uns anos para cá, e fiquei tentada com a chance de a série ser uma boa renovada, mas após ler o primeiro livro fiquei na dúvida. O primeiro foi estranho, corrido e sem muito de desenvolvimento, mas bom, e nesse segundo a situação se repete, o que não era o ideal.

A história segue logo após os acontecimentos finais do primeiro livro e claro que descobrimos que não foi Wisty que morreu. Com ajuda de uma estranha que parece saber mais do que diz Wisty e Whit conseguem escapar. A vida continua e os dois precisam superar a morte de Margo e continuar lutando, e a próxima missão consiste em salvar um grupo de crianças pequenas que se encontram sobre o poder da Nova Ordem. Sem vida e sem vontade o grupo de crianças parece mais uma matilha de cachorros treinados e no meio da operação eles são interceptados pelo Único Que É O Único. Apesar de conseguirem escapar o Único descobre que eles estão se movendo através de portais, colocando assim espiões atrás de Wisty e Whit. Pegos em uma armadilha, os irmãos são transportados junto com Byron e com os outros para um centro, onde a Nova Ordem treina e molda adolescentes, mas o plano do Único para os irmãos é bem pior. Ele descobriu que Wisty tem o Dom, e assim como vinha fazendo com o pai das crianças e com diversos outros jovens, o Único quer absorver o Dom de Wisty. Mas ela não sabe como acessar seu poder constantemente e mesmo que soubesse não daria uma gota ao Único. A medida que o tempo passa o Único se torna mais poderoso, absorvendo o poder de diversos coitados e a paciência dele com os gêmeos acaba. Lançando-os em um caminho sem volta. Wisty e Whit precisam e descobrir seu verdadeiro papel na derrubada da Nova Ordem. Traições, segredos e mentiras.

A premissa básica da história é essa, a continuação da fuga e da luta dos gêmeos contra a Nova Ordem e contra o Único. Sendo o maior problema a falta de definição da trama. A trama nos apresenta o Dom de Wisty, mas em momento nenhum o autor deixa claro o que é esse Dom, e porque é tão importante, mais importante ainda do que o poder de Whit. Tudo o que temos na narrativa é a busca desenfreada do Único atrás do Dom. O ritmo continua ágil, e marcado por ação e pouco desenvolvimento do pano de fundo da história. É através dos personagens, tanto os centrais como os secundários que a trama se desenrola, apenas em primeiro plano, deixando espaço para diversas explicações.

Quando terminei a leitura do primeiro esperava um pouco mais de construção do universo nesse segundo. A história possui traços interessantes e poderia render uma trama não apenas ágil e repleta de segredos como é, mas também rica, com um mundo bastante intrincado. A ideia de Patterson é muito boa, mas até o momento o desenvolvimento ficou baseado em diálogos, encontros e desencontros, fugas e traições. O que a longo prazo vai atrapalhar um desenvolvimento mais completo da trama, deixando elementos que poderiam ser muito interessantes de fora da história. Por exemplo, o Dom de Wisty é uma das coisas que precisavam ser mais expostas. Assim como a funcionalidade da magia, como surgiu e tudo mais. O fim deixa em aberto uma ponta interessante, e que finalmente promete um pouco de respostas. No momento é esperar e torcer para que o universo seja enfim mais desenvolvido, construído com mais atenção.

A leitura flui rápido e a falta de respostas instiga o leitor em busca de qualquer detalhe que possa dar forma ao fundo da história. Wisty melhora bastante como protagonista e na contramão Whit comete alguns erros bobos. É como eu disse, James Patterson tem um excelente mundo em mãos e muitas possibilidades, mas erra ao se arriscar pouco ou quase nada na construção do mundo, detalhes e descrições. A edição da Novo Conceito está ótima, desde a fonte até a bela adaptação da capa original. Ficou bonito, sóbrio e atrativo ao mesmo tempo. Recomendado aos que procuram uma história ágil, que vai agradar aos que procuram algo rápido, baseado em personagens e que vai frustrar o que querem um mundo bem intrincado, afinal a premissa é promissora, mas a narrativa fica devendo no desenvolvimento dos detalhes. Leia se procura ação, segredos e mistérios, que tenham resposta apenas no final derradeiro. Até mais!

Witch & Wizards - James Patterson
1- Bruxos e Bruxas
2- O Dom
3- The Fire
4- The Kiss

03/08/2013

Resenha - Bruxos e Bruxas


Nome: Bruxos e Bruxas
No Original: Witch & Wizards
Autor (a): James Patterson, Gabrielle Charbonnet
Tradutor (a): Ana Paula Corradini
Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós.

Quando soube que a Novo Conceito lançaria a série do autor James Patterson fiquei surpresa e ao mesmo tempo curiosa visto que já conheço o trabalho do autor no gênero policial e não conseguia ver essa mudança de faixa etária claramente. Ao adentrar em um novo terreno misturando a velha conhecida ação com fantasia e um toque de distopia Patterson nos apresenta uma história com potencial incrível e que se evoluir de maneira correta pode render uma série ótima.

Era madrugada quando Witsy acordou abruptamente com sua casa sendo invadida por soldados armados da Nova Ordem. E Whit seu irmão só consegue pensar que é um engano ou uma brincadeira. Sua família nunca fez nada para chamar atenção do novo governo. A acusação é absurda, os dois são presos e tudo o que tem o direito de levar é uma baqueta velha e um livro em branco. Acusados e como todos na Nova Ordem trancafiados em uma cela após um julgamento absurdo. Os irmãos não acreditam no pesadelo que estão vivendo. Passam fome, dormem no chão, tem que aguentar pessoas absurdas enquanto estão presos e para a própria surpresas continuam a fazer coisas acidentais, feitiços com os quais terão que aprender a lidar. A Nova Ordem acredita que a cadeia é a prova de mágica, mas os irmãos provam o contrário. Porém nem tudo é o que parece e depois de estranhos sonhos com a namorada Celia, que foi levada meses antes pela Nova Ordem, Whit consegue conversas com Celia. Triste e surpreso com a situação de Celia ele e a irmã com a ajuda de Celia conseguem uma forma de fugir da prisão e escapar da morte. E depois de fugir os dois se verão sozinhos no mundo, com novos poderes desconhecidos e em meio a várias crianças e adolescentes. Todos foragidos, vivendo a margem do mundo e que querem a ajuda dos irmãos para libertar mais crianças e jovens das garras da Nova Ordem. Mas o Único que é o Único tem planos para os irmãos e eles não vão escapar tão fácil assim de suas artimanhas...

A premissa básica é essa e a despeito do conceito interessante, Patterson e Chabornnet optaram por um desenvolvimento mais ágil e conciso da trama e dos elementos que compõem aquele mundo. A narrativa é alternada entre Whit e Wisty, o que possibilita visões diferente do mundo ao redor dos protagonistas. Com descrições vívidas o autor nos apresenta um mundo onde a magia é real e proibida, onde os jovens não têm vez e o governo é cercado de segredos obscuros. Uma trama que se desenrola com facilidade e uma história que foca em nos apresentar os personagens e seus conflitos além de pequenas sutilezas e referências que diferem o mundo do que conhecemos.

Vi muitas pessoas comentando que o autor pecou ao quase não desenvolver os porquês daquele mundo. Como ele chegou ao atual estado e a organização por trás da história da Nova Ordem, mas sinceramente não acho que esse seja totalmente o caso visto que é uma fantasia e não uma distopia. Sim, tem ares de distopia, mas o mundo é outro. Contanto alguns detalhes poderiam sim faltar. Por outro lado desejei que os autores não tivessem usado alguns recursos, mas isso porque sou ansiosa demais e esperar para saber o que deixou o personagem naquela situação é difícil. Gostei da dinâmica de irmãos de Wisty e Whit, aliás gosto muito quando os personagens são irmãos e ambos têm ótimos momentos. Esperava mais soluções ao final apesar de por um lado a história ter concluído de forma bem amarrada.

Leitura rápida, que instiga o leitor pelo começo que já surpreende, mas que podia ter sido mais desenvolvida. Bons personagens, um ritmo forte e um mundo interessante. Espero o próximo volume ansiosa para as respostas as entrelinhas que ficaram. A edição da Novo Conceito está ótima, fonte boa e uma adaptação ótima da capa. A história renderia um bom filme infantojuvenil já que alia fantasia aos ares da distopia. Recomendado a todos que gostam de infantojuvenis. A premissa é diferente e inovadora, uma mistura que promete render bastante aliando fantasia com um mundo totalitarista. Leiam! Até mais!

Witch & Wizards - James Patterson & Gabrielle Charbonnet
1- Bruxos e Bruxas
2- The Gift
3- The Fire
4- The Kiss

25/02/2012

Resenha - O Dia da Caça


Nome: O Dia da Caça
No Original: Cross Country
Autor (a): James Patterson
Páginas: 224
Editora: Arqueiro
Comprar: Submarino - Siciliano - Saraiva - Cultura
Sinopse: Alex Cross está diante do criminoso mais cruel que já enfrentou. Quando o detetive Alex Cross é chamado para investigar um caso de assassinato, depara-se com a cena de crime mais terrível que já viu em toda a sua carreira: uma família inteira foi morta dentro de casa. Tudo fica ainda mais chocante quando ele descobre que uma das vítimas é Ellie Cox, sua ex-namorada dos tempos de faculdade. Furioso, Cross decide pegar o assassino a qualquer custo. Logo depois outro crime acontece, novamente envolvendo uma família inteira, só que dessa vez alguns membros dela estavam nos Estados Unidos e outros, na África. A investigação leva a crer que o assassino, conhecido apenas como Tiger, viajou para a Nigéria. Sem hesitar, Cross vai atrás dele. O detetive entra numa caçada implacável, numa terra sem lei. Ao chegar lá, Cross se vê diante de um terrível cenário de miséria, violência e guerra civil iminente. Sem nenhuma ajuda, ele se envolve numa luta contra a corrupção e contra uma conspiração que parece não ter fronteiras, que pode pôr em risco sua vida e a de todas as pessoas que ele ama.

Primeiro livro da série Alex Cross que leio e estou surpresa por ter gostado. Não estava nos meus planos, mas ganhei da minha mãe e acabei lendo de uma vez. Sempre desconfiei dos livros do James Patterson. Não me perguntem por que, mas mesmo sendo policiais e eu ouvir muitas pessoas compararem com Harlan Coben nunca consegui fazer um paralelo. De fato são escritas muito diferentes e até o gênero eu diria que é diferente. Prevalece a mescla de ação e mistério.

Alex Cross fora chamado para o que parecia mais uma cena de crime, nada de extraordinário se as vítimas não fosse uma família inteira. Mãe, pai e os dois filhos brutalmente assassinados, esquartejados e empilhados como carne. Para piorar o cenário Alex reconhece a mulher. Era Ellie Cox, uma ex-namorada de faculdade que ele não via há tempos. Alex mais do que nunca precisa encontrar essa quadrilha e para começar ele precisa descobrir o motivo que levou a família Cox a terminar dessa forma. As pistas são poucas e quando uma segunda família é encontrada morta em um terreno baldio Cross tem sua primeira pista. Os assassinos são adolescentes, crianças até e de alguma forma a CIA está investigando isso. Usando seus contatos ele consegue através de um conhecido o nome do líder desse grupo. Tiger, um assassino que age principalmente a mando. Recebe sempre grandes quantias para matar, torturar e fazer o que mais quiser com suas vítimas. É um grupo africano que não tem limites em sua crueldade e barbárie. De esquartejamentos a pessoas jogadas vivas no óleo quente. Alex decide embarcar para a Nigéria em busca do motivo. Ele está certo que a resposta está lá, afinal Ellie Cox estava escrevendo um livro sobre o país e lá duas semanas antes da morte no país.

A partir daí ele vivencia os terrores de um país deteriorado. Insegurança, abuso de autoridades, crimes de tudo quanto é tipo e a impressão de que tem alguém querendo o atrapalhar. A começar por ser preso assim que pisa no aeroporto de Níger passando por espancamentos, tentativa de assassinato e mais. Alex descobre uma rede de crimes e corrupção muito maior do que ele imaginava. Uma narração intricada e com um ritmo forte a história de Patterson tentou criar um jogo internacional intrigante, mas em algum momento a trama fica confusa e falta uma pista maior e mais clara do motivo dessa rede de assassinatos. Isso sem citar o fato que Alex é um detetive renomado, conhecido e mesmo assim confia demais em algumas pessoas que ele encontra. Desde o princípio isso incomodou bastante. Em plena África o mais certo seria desconfiar do primeiro que oferecesse ajuda.

O livro também trás personagens que pelo visto são recorrentes na série como a detetive e também namorada Bree Stone e a família Cross. São bons personagens e que deram um pequeno apoio na história. Por vários momentos fiquei intrigada com o fato de que Cross não pensou muito neles ao entrar de cabeça numa investigação tão perigosa. Afinal a quadrilha estava matando famílias inteiras para esconder um segredo e ele sequer pensou que estaria colocando a dele em perigo. Alex Cross é um personagem interessante, obstinado e um bocado convencido e dá nome a série que já possui 20 livros. Livros que no Brasil foram publicados a deus dará e por isso é complicado lermos na ordem. “O Dia da Caça”, por exemplo, é o décimo quarto da série e por sorte isso não interfere na leitura tirando o fato dos personagens recorrentes.

O enredo tem potencial, mas não é muito bem aproveitado. A resposta demora a vir e quando vem não é satisfatória. A forma como ela foi descoberta, o momento que foi contado ficou simples e rápido em relação a todo o resto. É um livro com clima perfeito para um filme de ação. Pelos comentários de leitores da série esse foi o livro mais fraco dentre os quatorzes primeiros. Não li comentários de livros posteriores por isso não posso falar da série toda. Não é ruim, chega a empolgar e em alguns capítulos o clima de conspiração em um cenário internacional é muito bom, contudo isso não se sustenta sem uma grande revelação. 

A edição da Arqueiro como sempre está acima de críticas. A diagramação é a mesma, o material é o mesmo e a tradução é muito boa. Sem erros de espécie nenhuma. Recomendo aos que gostam muito do gênero e que não perdem um policial de suspense e ação. Se você não é chegado ao gênero sugiro que comece por outro livro. Vou colocar abaixo os livros fora da ordem da série. Apenas os publicados no Brasil. Lembrando que os dois últimos correspondem aos livros 14 e 15. Antes disso é difícil definir. Até mais!

Alex Cross - James Patterson
1- Quando Sopra o Vento
2- Caçada ao Predador
3- Um Desafio para Cross
4- Dupla Cilada para Cross
5- O Dia da Caça
6- Eu, Alex Cross